Após derrota, Eduardo Paes e Pedro Paulo articulam apoio do PSD a Lula no segundo turno
Lideranças do partido se reúnem nesta terça-feira (13) para reorganizar a atuação política no estado; Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno com vantagem de mais de 1,2 milhão de votos sobre o presidente no RJ

Lideranças do partido se reúnem nesta terça-feira (13) para reorganizar a atuação política no estado; Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno com vantagem de mais de 1,2 milhão de votos sobre o presidente no RJ
Depois das derrotas nas eleições estaduais, Eduardo Paes e Pedro Paulo voltam a se movimentar no cenário político do Rio de Janeiro. Os dois convocaram uma reunião com lideranças do PSD para esta terça-feira (13), com o objetivo de reorganizar o partido e discutir sua participação na campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O encontro será o primeiro da legenda desde o início do segundo turno e acontece em um momento de mudanças no cenário político fluminense.
Paes, que disputou o Governo do Rio, foi derrotado por Douglas Ruas (PL). Já Pedro Paulo, presidente estadual do PSD, não conseguiu se eleger para o Senado.
Agora, os dois buscam reorganizar a estrutura partidária para a reta final da disputa presidencial entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Flávio Bolsonaro abriu vantagem de 1,2 milhão de votos no Rio
O desafio eleitoral no estado é significativo.
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro recebeu 4.966.844 votos no Rio de Janeiro, o equivalente a 53,01% dos votos válidos.
Lula terminou a votação no estado com 3.693.021 votos, ou 39,41%.
A diferença entre os candidatos foi de 1.273.823 votos.
O resultado coloca o Rio de Janeiro entre os estados de maior interesse das campanhas presidenciais nesta reta final. O estado possui o terceiro maior eleitorado do país, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais.
Para os aliados de Lula, a reorganização do PSD representa uma tentativa de ampliar a mobilização eleitoral no território fluminense.
Paes retoma articulações após fim de semana na serra
Depois de reconhecer a derrota na disputa pelo Governo do Estado, Eduardo Paes passou o último fim de semana na Região Serrana do Rio.
Na sexta-feira (9), o ex-prefeito anunciou que faria uma pausa nos compromissos políticos e viajaria com a esposa, Cristine Paes.
Durante a estadia, recebeu amigos e aliados, entre eles Pedro Paulo, o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, e o deputado estadual reeleito Guilherme Schleder.
No domingo (11), Paes sinalizou pelas redes sociais que voltaria a participar da campanha presidencial.
A reunião desta terça-feira marca a retomada formal das articulações do grupo político.
PSD tenta reorganizar sua atuação no estado
O encontro convocado por Pedro Paulo deverá reunir dirigentes e lideranças do PSD para discutir a participação do partido na campanha presidencial.
A expectativa é que sejam avaliadas formas de mobilizar a estrutura política da legenda, incluindo seus representantes municipais e aliados regionais.
A reorganização ocorre depois de o PL conquistar posições importantes nas eleições fluminenses.
Além da vitória de Douglas Ruas na disputa pelo Governo do Rio, o partido elegeu Carlos Jordy e reelegeu Carlos Portinho para o Senado, derrotando a candidatura de Pedro Paulo.
Com o resultado, o PSD precisará redefinir sua atuação política no estado após não conquistar os cargos majoritários que disputou.
O que acontece agora?
A reunião desta terça-feira deverá indicar como Eduardo Paes, Pedro Paulo e outras lideranças do PSD pretendem participar da campanha de Lula até o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Entre os pontos em discussão está a mobilização de aliados e representantes do partido em diferentes municípios fluminenses.
Ainda não foram divulgados detalhes sobre ações de campanha, eventos ou compromissos que poderão ser definidos no encontro.
O resultado da reunião deverá mostrar quais serão os próximos passos do PSD no Rio durante a reta final da eleição presidencial.
A articulação também representa uma nova etapa da aliança entre PSD e PT no Rio, formalizada durante a campanha do primeiro turno. Na ocasião, o PT apoiou Eduardo Paes para o governo estadual, enquanto lideranças do PSD participaram de atos ligados à candidatura presidencial de Lula. Tempo Real RJ



