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PSOL aciona MP-SP contra deputada mais votada da Alesp após publicação sobre Erika Hilton

Sofia Favero acusa Eduarda Campopiano de transfobia, injúria transfóbica e violência política de gênero; parlamentar do PL afirma que postagem foi uma “manifestação provocativa” no debate político

RJ
RedaçãoJornalismo Independente RJ Hoje
06 de outubro de 2026 às 18:51
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PSOL aciona MP-SP contra deputada mais votada da Alesp após publicação sobre Erika Hilton
Foto: Foto: Divulgação / RJ Hoje

Sofia Favero acusa Eduarda Campopiano de transfobia, injúria transfóbica e violência política de gênero; parlamentar do PL afirma que postagem foi uma “manifestação provocativa” no debate político

A deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL), que recebeu a maior votação para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) nas eleições de 2026, tornou-se alvo de uma representação no Ministério Público de São Paulo após uma publicação direcionada à deputada federal Erika Hilton (PSOL).

A ação foi apresentada pela também deputada estadual eleita Sofia Favero (PSOL) e aponta possíveis crimes de transfobia, injúria transfóbica e violência política de gênero. Favero pede que o MP-SP abra uma investigação sobre o episódio.

O que Eduarda Campopiano publicou?

A postagem foi feita após a divulgação dos resultados das eleições de domingo (4).

Campopiano marcou Erika Hilton, que é uma mulher trans, e se referiu à parlamentar como “homem biológico”, ao comparar a votação recebida pelas duas.

A publicação ultrapassou 3 milhões de visualizações e motivou a representação encaminhada ao Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância do Ministério Público paulista.

Campopiano foi eleita deputada estadual com 1.956.238 votos, a maior votação para a Alesp. Já Erika Hilton foi reeleita deputada federal por São Paulo com 1.596.472 votos, tornando-se a mulher mais votada da história nas eleições para a Câmara dos Deputados.

O que diz a representação?

Sofia Favero sustenta que a publicação não se limita a uma crítica entre adversárias políticas.

Segundo a representação, a declaração utiliza a identidade de gênero de Erika para atacá-la enquanto mulher no exercício de um mandato político e pode configurar transfobia, injúria transfóbica e violência política de gênero.

O documento pede a instauração de inquérito para apurar a conduta e eventual responsabilização de Campopiano.

A apresentação da representação, por si só, não significa que Campopiano tenha sido condenada ou que o Ministério Público tenha concluído que houve crime. Caberá às autoridades analisar os fatos e decidir sobre o prosseguimento do caso.

Erika diz que não dará atenção ao episódio

Erika Hilton afirmou que não pretende prolongar publicamente a discussão com Campopiano e disse que Sofia Favero já adotou as medidas jurídicas que considera necessárias.

A deputada federal conquistou neste domingo sua reeleição com votação mais de seis vezes superior à registrada em 2022, quando recebeu 256.903 votos.

O que diz Eduarda Campopiano?

A equipe da deputada estadual eleita afirma que a postagem ocorreu dentro de um contexto de disputa política e que não houve intenção de promover discriminação, violência ou hostilidade.

Campopiano classificou a declaração como uma “manifestação provocativa” feita no ambiente de debate político das redes sociais. Sua assessoria também informou que eventuais questionamentos serão respondidos pelas vias judiciais e que ainda não havia sido formalmente notificada sobre o conteúdo integral da representação.

Quem é Eduarda Campopiano?

Aos 23 anos, Campopiano saiu das eleições como a deputada estadual mais votada de São Paulo, com quase 2 milhões de votos.

Natural de Campinas, ganhou projeção principalmente pelas redes sociais. Em 2024, foi eleita vereadora de Praia Grande, no litoral paulista, e agora dará o salto para a Alesp.

Filiada ao PL, construiu sua atuação pública em torno de posições conservadoras, oposição ao feminismo e críticas a pautas defendidas pela esquerda.

O caso envolvendo Erika Hilton agora depende da análise do Ministério Público de São Paulo, que decidirá quais providências serão tomadas a partir da representação apresentada por Sofia Favero.

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