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Vorcaro teria financiado rede internacional de prostituição com recrutamento de estrangeiras, revela investigação

Reportagem do UOL aponta que dono do Banco Master investiu ao menos R$ 4,3 milhões em uma estrutura que incluía intermediários, eventos privados e uma casa noturna em São Paulo

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RedaçãoJornalismo Independente RJ Hoje
13 de outubro de 2026 às 12:00
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Vorcaro teria financiado rede internacional de prostituição com recrutamento de estrangeiras, revela investigação
Foto: Foto: Divulgação / RJ Hoje

Reportagem do UOL aponta que dono do Banco Master investiu ao menos R$ 4,3 milhões em uma estrutura que incluía intermediários, eventos privados e uma casa noturna em São Paulo

O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria financiado uma rede de prostituição com atuação internacional a partir de 2023. A estrutura envolveria o recrutamento de mulheres estrangeiras, a organização de encontros privados e investimentos de pelo menos R$ 4,3 milhões.

As informações foram divulgadas nesta terça-feira (13) em reportagem dos jornalistas Natália Portinari, Cézar Feitoza e Fabio Serapião, do UOL.

Segundo a publicação, Vorcaro atuaria como sócio oculto do negócio, que contava com intermediários responsáveis por recrutar mulheres para eventos frequentados por amigos do empresário e autoridades.

A reportagem também aponta que mulheres vindas de outros países, incluindo refugiadas, teriam sido recrutadas para participar desses encontros.

As alegações são atribuídas à apuração do UOL e não devem ser tratadas como fatos judicialmente comprovados.

Investimentos teriam ultrapassado R$ 4 milhões

De acordo com o UOL, a estrutura financiada por Vorcaro incluía uma rede de intermediários, o recrutamento internacional de mulheres e uma casa noturna localizada em São Paulo.

Os investimentos identificados pela reportagem somariam pelo menos R$ 4,3 milhões.

A operação teria começado em 2023 e envolvido a organização de eventos privados.

Ainda segundo a publicação, mulheres estrangeiras eram recrutadas para esses encontros, e algumas teriam permanecido no Brasil com apoio financeiro do empresário.

Mulheres seriam levadas a eventos privados

A reportagem afirma que os intermediários ligados ao esquema organizavam a presença de mulheres em eventos com pessoas próximas a Vorcaro e autoridades.

Uma das imagens divulgadas pelo UOL mostra uma festa realizada em Lisboa, Portugal, em junho de 2024.

A publicação relaciona esses encontros à estrutura que teria sido financiada pelo empresário.

A presença de pessoas em eventos privados, por si só, não comprova participação em atividades ilícitas. Também não é possível concluir, apenas com as informações resumidas divulgadas, que todas as mulheres envolvidas estavam em situação de exploração.

Polícia Federal investiga possíveis crimes

A Polícia Federal abriu um inquérito em maio de 2026 para investigar a contratação de mulheres estrangeiras e possíveis irregularidades relacionadas à atividade.

Segundo o UOL, mensagens obtidas pela reportagem mostram Vorcaro participando de decisões sobre recrutamento, pagamentos e permanência das mulheres no grupo. A publicação também relata negociações para a compra de 50% da agência Allure Eventos, por R$ 1,5 milhão. UOL Notícias

No Brasil, o exercício voluntário da prostituição por adultos não é crime. Entretanto, determinadas formas de exploração sexual de terceiros e o tráfico de pessoas são criminalizados.

A investigação deverá apurar, entre outros pontos, se houve violência, ameaça, coação ou abuso de situações de vulnerabilidade das mulheres recrutadas.

Refugiadas ucranianas aparecem nas mensagens

A reportagem destaca conversas sobre mulheres que deixaram a Ucrânia durante a guerra.

Em um dos episódios, os intermediários discutem a situação de uma jovem refugiada de 19 anos que teria permanecido no Brasil após participar de eventos organizados pelo grupo.

As mensagens, segundo o UOL, indicam que a vulnerabilidade dessas mulheres era conhecida pelos envolvidos. A investigação ainda precisa determinar as condições em que foram contratadas e se houve exploração criminosa.

Empresário citado nega conclusão de negócio

Felipe Nisti Cataldo, identificado como proprietário da Allure Eventos, confirmou ao UOL que houve interesse de Vorcaro na empresa, mas afirmou que a negociação não foi concluída.

Já os intermediários Leonardo Serrano e Diogo Batista não responderam aos contatos da reportagem, segundo a publicação.

Não foi possível identificar, nas informações consultadas, um posicionamento específico da defesa de Vorcaro sobre essas novas alegações.

O caso segue sob investigação da Polícia Federal. Até o momento, os elementos divulgados pela imprensa não equivalem a uma condenação judicial.

RJ Hoje | Brasil — Investigação

Fonte da apuração: UOL — reportagem de Natália Portinari, Cézar Feitoza e Fabio Serapião, publicada em 13 de outubro de 2026.

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